sábado, 6 de dezembro de 2008

Taquipnéia transitória do recém-nascido

Logo de manhã, no dia seguinte, após sermos acordados pela visita do médico (que viu que a cicatrização da Roberta estava indo bem, e que disse que o bebê estave bem), a Roberta tomou o café da manhã e subimos para a UTI Neonatal para visitar o Alan.

As visitas tem horário certo, mas como esta seria a primeira visita da mãe, estava liberada para assim que ela tivesse condições! Agora, como uma explicação mais detalhada (e com a sorte de a Roberta ter sido nutricionista em UTI pediátrica e entender os termos médicos), soubemos que o Alan estava com Taquipnéia Transitória do Recém-Nascido.

Talvez "doença" seja uma palavra muito forte, mas, enfim, a taquipnéia é um distúrbio respiratório comum em bebês pré-maturos (e o nosso, por alguns dias que seja, pode ser considerado como tal), em que o líquido do pulmão ainda não foi totalmente absorvido, e, portanto, o esforço para respirar é relativamente grande.

Há vários níveis deste distúrbio, sendo que o tratamento pode ir desde o soro na veia, até um simples período de observação do bebê numa incubadora mais fechada, com alta concentração de oxigênio. No nosso caso, graças a D'us, o único "tratamento" foi deixar o bebê nesta incubadora e aguardar. Neste primeiro dia, o nível de Oxigênio necessário era de 8l, e a previsão seria de aguardar algumas horas e ver a evolução. Nos disseram que poderia levar de 24h a 72h para que o bebê estivesse com o processo de respiração normalizado.

Mas o principal, foi que deixaram bem claro que era algo totalmente normal, que não deixa sequela alguma e que o tratamento era simplesmente aguardar a estabilização da respiração do bebê à medida que a concentração de O2 fosse sendo reduzida até a concentração normal do ambiente.

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