terça-feira, 8 de novembro de 2011

Passagem rápida pela UTI

Enquanto a Roberta ficou na sala de recuperação, passei visitar o recém-chegado Ariel na UTI da maternidade. Ele estava bem, só na incubadora, ainda sem sonda nem nada, mas a médica, dando a resposta padrão para qualquer caso de bebê que nasce com 35 semanas, logo disse que ele ficaria por lá por volta de 10-15 dias, para compensar o período que não ficou na barriga. Mas realmente a notícia não foi tão traumática como tinha sido na época do Alan. O Ariel estava lá só para ficar num ambiente aquecido e com oxigênio um pouco mais concentrado.

(Ah, uma grande evolução na Pro-Matre: agora não tem mais horário de visita fixo na UTI neo-natal - mães podem entrar em qualquer horário, pais só não podem entrar nos horários de amamentação - de 3 em 3 horas -, e até avôs/avós podem entrar uma vez por semana.)

No final da tarde, quando a Roberta foi liberada para ir visitar o bebê, fomos novamente para a UTI. Desta vez o Ariel já estava com sonda na boca, soro no pé e oxigênio, via CEPAP, no nariz. Digamos que isso me assustou um pouco, já que dá primeira vez que ele estava menos 'aparelhado'. E, de novo, confirmaram que levaria pelo menos uns 10-15 dias para ter alta. Lá íamos nós para mais uma aventura!

A Roberta se recuperou mil vezes melhor do que da primeira vez, e as 7h30 da manhã do dia seguinte já estava em pé, tomou banho sozinha (ela nem teve paciência de esperar a enfermeira ajudar!) e já ia de um lado para o outro da maternidade, nem parecia que tinha feito um parto. E o Ariel, a cada visita que faziamos estava melhorando... reduzindo nível de oxigênio, tirando o CEPAP e começando a mamar. Apesar de mais novo, obviamente ele estava se recuperando mais rápido que o Alan.


Dito e feito, na 2a-tarde, ele já foi promovido da UTI para o berço normal (mas ainda dentro da UTI), e aí a Roberta já começou a convencer os médico que era para liberá-lo na 3a de manhã, quando estava prevista a alta dela. Se tudo estivesse bem de 2a para 3a, isso seria bem possível!


3a-feira, 7 da manhã, dona Roberta já estava na UTI falando com a médica da UTI, ela liberou que o Ariel saísse junto com a gente da maternidade! Apesar do pequeno susto inicial, o Ariel iria para casa com a gente! E assim, terça-feira de manhã tivemos alta e levamos nossa mais nova aquisição, uma nova maquininha de fazer cocô!


 







sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A Chegada do Ariel (parte II)!

Desde as 4 da manhã os médicos tentavam ligar para o médico da Roberta sem sucesso, e de meia em meia hora vinham ver se a dilatação tinha aumentado, mas a partir desta hora o aumento da dilatação passou a ser mais devagar.

Entrou o médico, a enfermeira, o anestesista, a auxiliar de enfermagem, e todos se apresentaram.
As 7 da manhã, que é o horário da troca de plantão na Pro-Matre, toda outra equipe se apresentou. E as 7h30, a médica que faria o parto resolveu chamar um outro médico, que no fim foi quem fez o parto. Acho que conhecemos toda a equipe do plantão da Pro-Matre, e nada de localizarem o médico da Roberta.


Umas 9h00, resolveram dar uma dose de Plasil na veia, para ajudar nas contrações, mas na hora a Roberta surtou e teve uma reação ao plasil, conhecida por síndrome extra-piramidal. Basicamente ela entrou em desespero, queria levantar em embora, começou a gritar desesperada, e o médico ficou meio sem saber o que fazer, até que resolveu chamar dois anestesistas que reconheceram na hora o sintoma e deram outra injeção para desfazer o efeito que o Plasil tinha causado. Por pouco a Roberta não levanta e vai embora, desistindo do parto (como se isso fosse possível!). No fim, parece que é uma reação rara que algumas pessoas tem ao Plasil, mas que só aparece quando toma puro, na veia. Agora a Roberta nunca mais pode tomar plasil, senão ela fica totalmente drogada ;)

Enfim, passado o efeito, tudo  voltou ao normal, e ela resolveu que queria mesmo fazer o parto! Mas vai saber, talvez se ela desistisse do parto o bebê ainda ficava na barriga por alguns dias!

Assim, a dilatação foi aumentando, as contratações aparecendo e o médico não acreditando que a Roberta praticamente não sentia dor. Só precisou mesmo da anastesia quase no último minuto! E, as 10h37 do dia 22 de Outubro de 2011, com 35 semanas de gestação, nasceu Ariel Bigio, mais um Biginho que é a cara do pai, com 2,405kg (bem mais que o esperado segundo o último ultrassom, e 42cm de altura, até que bastante considerando um pré-maturo filho deste que vos escreve!).



E não só a cara do pai, mas também a cara do irmão, que acabou perdendo apresentação da natação que seria neste dia e ele acabou não conseguindo participar! Mas pelo menos tem as fotos do treinamento para a apresentação. Vai ter que ficar para a próxima!





Mas sim, o Ariel nasceu com 35 semanas, então já até esperávamos que era provável que ele tivesse que ficar uns dias na incubadora. A pediatra que o recebeu no parto até deu boas esperança enquanto pesava e embrulhava, dizendo que estava tudo bem, que ele ficaria no máximo 2-3 horas numa incubadora para aquecer e que depois iria pro quarto... mas no fim, o óbvio aconteceu, e acharam melhor levar para a UTI ;( No próximo post mais detalhes do passeio pelo UTI (que desta vez foi rapidinho!).



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A Chegada do Ariel (parte I)!

Todas as vezes que fizemos ultrassom para saber mais sobre o "oco bebê" o comentário da médica sempre foi que ele era pequenininho. Olhando para os pais, logo ela percebia que isso não era um defeito ou problema, mas sim uma qualidade e uma prova concreta da paternidade, melhor que exame de DNA. Mas no ultrassom de terça da semana passada, a médica disse que ele estava pequeno e que queria acompanhar o crescimento toda semana, pra ver que estava tudo bem e que ele estava evoluindo.

19 de Outubro de 2011 (quase 35 semanas) - a barriga já estava maior do que
quando o Alan nasceu (com 36.5 semanas)

Isso deixou a Roberta meio tensa (vocês conhecem a figura!), e por isso ela adiantou a consulta com obstetra que seria na 3a seguinte para 6a de manhã da semana passada. Essa consulta foi decisiva. O médico conferiu o ultrasson e disse que estava tudo bem com o bebê, mas examinou a mãe, e viu que ela já estava com 4 dedos de dilatação e o parto poderia ser a qualquer momento. Orientou que ela fosse para casa e ficasse em repouso, pra tentar retardar o parto o máximo possível e receitou uma injeção de um corticóide que ajudaria na formação respiratório do bebê caso ele fosse prematuro. A Roberta já saiu da consulta com o pedido de internação, para que levássemos à maternidade caso precisasse, e uma consulta e ultrassom marcados para a 3a seguinte.

O resto do dia foi de repouso, nem fomos jantar na casa do nono e da nona. O papai contou a história da Chapeuzinho Vermelho para o Alan (eles - os dois! - adoram!), e fomos dormir cedo. Lá pela uma da manhã, o Alan chorou um pouco, e como a mamãe estava de repouso, o papai foi ficar um pouco com ele. Pouco mesmo, porque alguns minutos depois (ele já tinha voltado a dormir, mas o papai estava quase adormecendo na cama dele), a Roberta aparece na porta do quarto dizendo que estava com dor. Depois de tentar tranquilizá-la por um tempo, não teve jeito, resolvemos ir para a maternidade para ver o que estava acontecendo. Eu tinha certeza de que depois da consulta da manhã ela estava meio nervosa, e que na maternidade iam dizer que não era nada e voltaríamos para casa continuar o repouso.

As 2 da manhã, ligamos para o nono e para a nona virem para ficar com o Alan, e fomos para a Pro-Matre. Depois de ver que os batimentos do bebê estavam bem, fazer um monte de perguntas, e ver que as contrações estavam normais, a médica viu que a dilatação já estava entre 5-6 dedos. Com isso, ela disse que o parto seria a qualquer momento e já mandou a Roberta para a sala de parto!

Sabíamos que estava tudo bem com o bebê, mas só o fato de estar com 35 semanas nos deixou meio preocupados, pois sabíamos que haveria o risco de passar pela mesma aventura que passamos com o Alan.

Enfim, lá fomos nós para o parto :) Desta vez eu assisti conscientemente, afinal, já estava preparado! As 4 da manhã, estavamos lá esperando as contrações aparecerem e a dilatação aumentar. E tentando ligar para o Dr Silvio, obstetra, vir para a maternidade.

Fim da parte I :)

quinta-feira, 11 de março de 2010

Pais do Alan!

Olha os pais do Alan nas fotos 21 e 34! http://iavne.com.br/jantar-de-boas-vindas-aos-novos-pais-de-alunos-1

Aliás, agora a cada minuto que passa andamos com mais firmeza e equilibrio! Ninguém segura esse patinho!

Outras novidades: o Alan já passa dos 79cm (ou, em unidade mais compreensível, ele é mais que 1/2 papai!), e passa dos 10kg (essa eu não converter para uma unidade mais compreensível, porque estou bem gordinho pra me usar como referência hehehe:)